fev 09

Toda vez que você julga alguém é a partir de uma atitude de arrogância, de uma ilusão de superioridade.  Você pretende estar em um pedestal que o coloca acima dos outros.  Você estará medindo os outros por sua própria régua, por sua própria escala de valores.  E que divindade o nomeou de “a pessoa certa?”  Não seja tão pretensioso! Quando você julga os outros, você não os define, você define a si mesmo. Julgar atitudes alheias é quase sempre uma forma de se revelar ou expor as próprias tendências, boas ou más.   Aproveite o tempo que você desperdiça em julgar os outros para melhorar a si mesmo.
Por exemplo: toda vez que você se perceber irritado ou zangado com alguém, não contemple a pessoa, mas a si mesmo.  A pergunta a fazer não é:  “Que há de errado com esta pessoa?” e sim “O que esta irritação revela a meu respeito?”  E diga para si mesmo: “A causa de minha irritação não está nesta pessoa mas em mim”.  Logo você compreenderá que sua frustração e irritação em relação à outra pessoa são sentimentos auto-infligidos.  Lembre-se que quando a outra pessoa está errada, o erro é relativo, é apenas em relação às suas expectativas.
Quando você se irrita com alguém é porque ela não corresponde às suas expectativas.  E por que deveria? Quanta tolice e arrogância existem ao exigir que a outra pessoa veja as situações pelo seu ponto de vista?  Se os outros apenas pensassem, dissessem e fizessem aquilo que você lhes manda pensar, dizer e fazer, sua insatisfação acabaria num instante.  E a deles também.
Deve ser muito frustrante quando os outros se negam a reconhecer que você tem sempre razão!  * * *

escrito por Dr. Luiz Ainbinder


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