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	<title>A Luz da Psicologia</title>
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		<title>Hoje veremos o que podemos aprender com a Força Aérea de Israel  que pode nos ajudar, e também aos nossos subordinados e filhos.</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 17:59:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Luiz Ainbinder</dc:creator>
				<category><![CDATA[Motivacional]]></category>

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No ano de 1980, a Força Aérea de Israel instituiu a política de não culpabilizar quem errasse, o que encorajou os pilotos e as unidades a comunicarem os erros e os alvos falhados.  A remoção da ameaça de castigo criou um ambiente seguro, com segurança psicológica, onde poderia haver espaço para aprendizagem.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">No ano de 1980, a Força Aérea de Israel instituiu a política de não culpabilizar quem errasse, o que encorajou os pilotos e as unidades a comunicarem os erros e os alvos falhados.  A remoção da ameaça de castigo criou um ambiente seguro, com segurança psicológica, onde poderia haver espaço para aprendizagem.  Como efeito desta política, o número de erros comunicados cresceu, enquanto o número real de erros decresceu significativamente.  A Força Aérea dos Estados Unidos implementou uma política semelhante:  os pilotos não são punidos pelos erros que cometem desde que os comuniquem nas primeiras 24 horas.  No entanto, os pilotos que tentem esconder eros e sejam descobertos são punidos.</p>
<p style="text-align: justify;">E, o nosso ouvinte, deve estar se perguntando:  o que é que essa história de erros das forças aéreas tem a ver comigo?</p>
<p style="text-align: justify;">Seja na empresa, em relação aos funcionários, seja em casa, em relação ao familiares e, principalmente aos filhos, é fundamental que eles compreendam a importância de aprender com os erros.  Ninguém cresce se não correr riscos de errar.  O medo de errar pode paralisar o indivíduo, impedi-lo de ousar e de crescer.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grandes líderes, sejam gerentes ou pais, tornam-se grandes ao permitirem, a eles e aos outros, falhar e aprender com os erros.  Infelizmente, para muitos, manter a imagem de perfeição torna-se mais importante do que aprender e crescer.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é prejudicial.  Tanto os funcionários como os filhos seguem o exemplo do chefe ou do pai, fazendo o que ele faz em vez de fazer o que ele diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Graças ao erro, podemos revisar o nosso entendimento de nós mesmos e corrigir nossas ideias.  Nós crescemos com nossos erros.    As coisas nunca são tão ruins como parecem.  As situações que nos causam tristeza são as mesmas que nos levam à força, ao poder e à sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HISTORINHA</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons”. Freud</p>
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		<title>SEXTA-FEIRA, 18 DE MAIO</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 02:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Luiz Ainbinder</dc:creator>
				<category><![CDATA[Respostas aos Ouvintes]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa ouvinte XXX nos enviou um longo e dramático email que assim resumimos.  Desde 1995 estou presa dentro de minha casa, sem ânimo para nada.  Não sei como ainda não enlouqueci. Neste ano, minha filha então como 6 anos teve um tumor no cérebro, do tamanho de uma laranja.  Os médicos disseram que ela teria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nossa ouvinte XXX nos enviou um longo e dramático email que assim resumimos.  Desde 1995 estou presa dentro de minha casa, sem ânimo para nada.  Não sei como ainda não enlouqueci. Neste ano, minha filha então como 6 anos teve um tumor no cérebro, do tamanho de uma laranja.  Os médicos disseram que ela teria apenas 1% de chance de viver.  Ela já em coma profundo fez uma cirurgia.  Hoje está com 23 anos e, por causa das sequelas, é totalmente dependente de mim. Ficou totalmente infantil. Até hoje não tivemos apoio psicológico.  Só saímos de casa para ir ao neurologista do Hospital do Fundão.  Agora passou a sofrer, também, de convulsões.  Por favor, Dr. Ainbinder, me oriente.  Ouço o senhor todos os dias no programa do Barbosa e sinto a atenção que tem com seus ouvintes.  Parabéns.  O senhor não imagina o quanto ajuda a todos no nosso dia-a-dia.  Espero que leia meu email.  Abraços para o senhor e para o Barbosinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Resposta</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que eu vou dizer, eu bem sei,  é mais fácil de falar do que de fazer.  Mas, tudo que tem valor, é difícil de obter e, o que eu vou falar agora, ainda que seja difícil, é possível de ser posto em prática.  Podemos permanecer firmes e equilibrados diante de acontecimentos inconstantes e incontroláveis.  Não podemos governar os acontecimentos, que no caso da ouvinte, é a doença da filha.  O que você pode fazer,  é aceitar os fatos, independentemente de como eles sejam, com a mente calma e inteligente.  Seus sentimentos vêm de sua mente, não exatamente da doença de sua filha.  Vem daquilo que você pensa sobre a doença, e, por mais difícil que seja a situação, qualquer que ela seja, somos livres para pensarmos do jeito que quisermos.  Uma pessoa pode estar algemada, amordaçada, de olhos vendados, com uma arma apontada para a cabeça e, ainda assim, ela pensa o que quiser.  Ninguém tira esse poder de nós.  Nossa mente pode se transformar em uma fortaleza inexpugnável, um refúgio seguro contra o sofrimento e a adversidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Isto posto, vamos ao ponto: </strong>Este refúgio mental é construído pela aceitação voluntária das coisas que nos foram impostas pela vida.  Por mais intensa que seja sua reação o que aconteceu, está acontecido.  A roda da vida não gira para trás. Se você não gostou do acontecido ou ele não lhe convém, se for possível tome alguma providência a respeito, senão aceite filosoficamente que coisas desagradáveis acontecem, não importa como você se sinta.  Dessa forma, a paz se torna possível.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>A vida e a natureza são governadas por leis que não podemos mudar. Tanto mais cedo aceitarmos esse fato, mais tranquilos seremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao aceitar os limites das inevitabilidades da vida e ao trabalhar com eles, em vez de lutar contra eles, a serenidade está ao nosso alcance.  Se, por outro lado, quisermos impor nossos desejos à realidade, que no caso da ouvinte é a recuperação de sua filha,  adeus paz de espírito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUINDO: </strong>não estou falando, <span style="text-decoration: underline;">de modo algum</span> que você deva se resignar.  Não.  Primeiro aceite a realidade e, então, veja o que pode fazer, se é que há alguma coisa para fazer, com o objetivo de reduzir os danos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HISTORINHA </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A vida não é feito um restaurante a quilo, onde só escolhemos o que gostamos.  A vida está mais para um P.F. (um prato feito) e temos de comer o que está no prato.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>QUINTA-FEIRA, 17 DE MAIO</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 02:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Luiz Ainbinder</dc:creator>
				<category><![CDATA[Respostas aos Ouvintes]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ouvinte, cujo nome preferimos omitir, nos enviou o seguinte email:  meu problema é o seguinte:  estou sempre procurando uma mulher. Já conheci varias e, com  algumas tive vontade de assumir um relacionamento. Só que depois do 1º ato sexual me bate uma insegurança, um medo que não consigo controlar.  Fico com uma ansiedade, pensando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um ouvinte, cujo nome preferimos omitir, nos enviou o seguinte email:  meu problema é o seguinte:  estou sempre procurando uma mulher. Já conheci varias e, com  algumas tive vontade de assumir um relacionamento. Só que depois do 1º ato sexual me bate uma insegurança, um medo que não consigo controlar.  Fico com uma ansiedade, pensando que não vou conseguir repetir o que  eu fiz na primeira vez.  O coração dispara, o corpo treme.  A pessoa pergunta se estou bem e,  aí, invento uma desculpa para fugir dela e, depois desapareço totalmente.  Ganho uma fama de safado, que depois que consegue o quer, faz pouco caso da mulher.  Eu não sou assim.  (?)  O  que devo fazer para  vencer esse problema.  Sei que  meu pior inimigo sou mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Resposta</p>
<p style="text-align: justify;">O problema relatado pelo nosso ouvinte é interessante por ser diferente.  O mais comum, em quem sofre esse tipo de ansiedade, é o temor da primeira vez. Tendo superado este primeiro encontro, é mais provável que a homem vá se habituando aos encontros e, gradativamente, a ansiedade diminui.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Isto posto, vamos ao ponto: </strong>a ansiedade faz com que o corpo produza uma quantidade muito grande de adrenalina, que funciona como vasoconstritor o que implica em diminuir o fluxo de sangue para o pênis e, com isso dificulta ou impede a ereção.  Outro efeito sobre o desempenho sexual masculino da ansiedade é provocar a ejaculação precoce.  Esses dois problemas são mais frequentes em homens jovens, inexperientes e, por isso, são mais temerosos de um fracasso, o que eleva a ansiedade.  Ou seja, <strong>o medo de fracassar aumenta as chances de fracassar. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O comportamento de fugir de uma situação reforça o sentimento de incapacidade de enfrentá-la.  Por exemplo, se eu tenho medo de avião e tenho de ir à São Paulo, eu invento uma desculpa qualquer para mim mesmo e vou de ônibus.  Na próxima vez que tiver que pegar um avião vou pensar:  “se eu não consegui da outra vez, não vai ser nessa que irei conseguir”.  Agindo assim, faço com que  meu medo aumente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUINDO: </strong>lembre-se, ouvinte, que seu medo é imaginário.  Não há nada na realidade que o ameace.  Mesmo se falhar sexualmente você não será punido.  Pode até ser embaraçoso, mas de forma alguma perigoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existe outra maneira de se vencer o medo a não ser por enfrentamento.  Para algumas pessoas isso pode ser muito difícil, gerar uma enorme ansiedade.  Outras pessoas podem se forçar a enfrentar as situações que lhes causam medo.  Então, ouvinte, recomendo que você não fuja dos segundos encontros.  Se conseguir por si mesmo, ótimo.  Se não conseguir, procure um psicólogo que ele vai lhe orientar sobre como enfrentar seu medo gradativamente, sem muita ansiedade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HISTORINHA</strong></p>
<p>O medo é covarde.  Se você foge, ele fica e cresce.  E, se você o enfrentar, ele vai embora.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>QUARTA-FEIRA, 16 DE MAIO</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 02:41:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Luiz Ainbinder</dc:creator>
				<category><![CDATA[Respostas aos Ouvintes]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa ouvinte XXX nos enviou o seguinte email:  eu e meu marido discordamos num ponto importante a respeito da educação de nossos filhos (uma menina de 9 anos e um garoto de 7).  Eu sempre elogio a inteligência deles, enquanto meu marido não elogia nenhum bom desempenho escolar.  Na verdade, ele não faz elogios a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nossa ouvinte XXX nos enviou o seguinte email:  eu e meu marido discordamos num ponto importante a respeito da educação de nossos filhos (uma menina de 9 anos e um garoto de 7).  Eu sempre elogio a inteligência deles, enquanto meu marido não elogia nenhum bom desempenho escolar.  Na verdade, ele não faz elogios a ninguém.  Eu acho que ele está errado e, ele, por sua vez, acha que eu “encho demais a bola das crianças”.  Doutor Ainbinder: (?) qual de nós está com a razão?</p>
<p>Resposta</p>
<p style="text-align: justify;">O filósofo Aristóteles era um defensor da doutrina do meio-termo.  Buda enfatizava a importância do Caminho do meio e, os antigos romanos tinham um ditado que dizia que “a virtude está no meio”.  Isso também vale para a educação dos filhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Isto posto, vamos ao ponto: </strong>os pais pensam que podem dar confiança permanente às crianças se elogiarem seu talento e sua inteligência.  Não funciona e, na realidade, pode ter o efeito oposto.  Faz com que as crianças duvidem de si próprias assim que se deparam com qualquer coisa difícil ou se se saem mal em uma prova.  Melhor do que esses tipos de elogio é ensiná-los a gostar de desafios, a aceitarem os erros e aprender com eles.  Elogiar a inteligência induz o medo de falhar, porque produz a crença de que ser verdadeiramente inteligente deveria eliminar a possibilidade de falhar.  Por outro lado, elogiar o esforço muda o foco para o processo em vez de para o resultado; ter êxito ou falhar importa menos do que trabalhar muito ou não.  Se o foco vai para os resultados, a tendência é a criança ver o fracasso, quando acontece, como uma tragédia.  Já o foco no processo de estudar conduz à percepção de que falhar é uma oportunidade para crescer e se desenvolver.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os responsáveis pela educação de uma criança deviam enfatizar constantemente o processo – o trabalho duro, o esforço, o prazer em adquirir conhecimentos, como oportunidades de aprender – em vez do resultado final.  Dizer às crianças que elas são inteligentes conduz à uma satisfação a curto prazo (não só para a criança mas também para os pais) mas, a longo prazo, prejudica a motivação e o desempenho.  Pais e professores devem perguntar constantemente às crianças o que aprenderam – com os outros, com os livros, com os seus próprios eros e sucessos – e de que forma melhoraram, não que notas receberam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUINDO: </strong>é melhor elogiar o esforço, o capricho da criança do que sua inteligência ou talento.  Elogia o esforço e o capricho é melhor porque são coisas que a criança pode controlar.  Já enfatizar a inteligência, tira da criança essa possibilidade de controle, o que não é, de modo algum, uma boa receita para lidar com o fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HISTORINHA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um guerreiro nunca está caído; ou está de pé, ou está se levantando. -  Os pais podem ensinar seus filhos a serem guerreiros.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>TERÇA-FEIRA, 15 DE MAIO</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 02:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Luiz Ainbinder</dc:creator>
				<category><![CDATA[Respostas aos Ouvintes]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa ouvinte XXX nos enviou o seguinte email:  bom dia Francisco Barbosa e doutor Ainbinder.  Adoro a rádio Tupi, muito informativa e admiro muito o quadro do Dr. Ainbinder com suas respostas inteligentes.  Tenho 30 anos, ainda nunca trabalhei, nem beijei e nem namorei.  Não tenho amigos, sempre fui muito tímida na escola, onde não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nossa ouvinte XXX nos enviou o seguinte email:  bom dia Francisco Barbosa e doutor Ainbinder.  Adoro a rádio Tupi, muito informativa e admiro muito o quadro do Dr. Ainbinder com suas respostas inteligentes.  Tenho 30 anos, ainda nunca trabalhei, nem beijei e nem namorei.  Não tenho amigos, sempre fui muito tímida na escola, onde não conversava com ninguém.  Nos meus aniversários minha casa nunca encheu.  Tenho poucos familiares e quase não tenho contato com eles.  Sou muito insegura, muito parada, quase não saio de casa, nunca fui a baladas. (?)  Será que só existo eu com esse problema ou existem mais pessoas nesse Brasil?  Fico me achando inferior, vendo as outras pessoas sair, conversar e namorar.  Por favor, me oriente.</p>
<p style="text-align: justify;">Resposta</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Várias doenças podem justificar o comportamento de se isolar da XXX.  Entretanto, ela nos dá algumas pistas que reduzem as possibilidades.  Pelo que entendi ela deseja se relacionar mas tem medo de ser rejeitada ou mal avaliada pelos outros.  Duas hipóteses principais surgem:  primeira: timidez; segunda: fobia social.  A diferença entre elas é como a que existe entre uma gripe e uma pneumonia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Isto posto, vamos ao ponto: </strong>na timidez a pessoa sente dificuldade para realizar uma tarefa e não impossibilidade; é difícil mas ela faz. Já na fobia social a pessoa se sente realmente impossibilitada de realizar uma tarefa. Ou seja, além do extremo  sofrimento, traz a perda de oportunidades e incapacitação.</p>
<p style="text-align: justify;">As principais situações que desencadeiam ansiedade nos fóbicos sociais são: falar em público, comer, beber e escrever diante das pessoas, conversar com as pessoas, ir a festas ou reuniões, ambientes em que estejam outras pessoas (ônibus, clubes, escolas, lojas, etc), falar ao telefone e situações de paqueras ou encontros.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças com fobia social não vão à escola nos dias em que devem falar na aula ou então não comparecem às festas.  Elas ficam tão preocupados por terem que estar presentes em algum desses contextos sociais que chegam a prejudicar os próprios desempenhos educacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos indivíduos com fobia social apresenta baixa auto-estima, e intenso medo de críticas. Em alguns casos considerados extremos, a pessoa pode até mesmo isolar-se completamente do convívio social, como é o caso de nossa ouvinte.  Ela pergunta se é só ela que tem esse problema no Brasil.  Infelizmente não. No nosso país existem, mais ou menos, 25 MILHÕES de pessoas com Fobia Social, doença que ocorre em aproximadamente 13,6% da população. Essa doença começa, em geral, em torno dos 16 anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUINDO: </strong>pela extrema limitação causada pela doença, recomendo você procurar um tratamento multidisciplinar, ou seja, um psicólogo e um psiquiatra, que junto irão ajudá-la.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HISTORINHA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Oitenta por cento do sucesso é se mostrar.  (Woody Allen)</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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