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fev
06
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As crianças não nascem tímidas, tornam-se. Observe um bebê com 3 ou 4 meses. Com freqüência, sorri com facilidade diante da aproximação das pessoas. Esta atitude simpática se mantém até por volta dos 8 meses, período em que a criança começa a discriminar os papéis dos adultos ao seu redor, identificando a sua importância em suas vidas.
Por um lado é natural que a criança se demonstre inicialmente arredia à aproximação de figuras não familiares, por não haver consigo um vínculo mais freqüente, sentindo-se mais protegida com a presença de um dos pais. Porém, cabe aos pais incentivarem, com tranqüilidade e paciência, a proximidade da criança à outras pessoas ao seu redor.
Contudo, a criança pode se tornar tímida, em decorrência do convívio num ambiente desfavorável. Vamos listar agora algumas destas atitudes:
1ª) Adultos com atitudes repressoras em demasia, regras rígidas e punições exageradas diante do fracasso da criança.
2ª) Elevados padrões de exigência que amedrontam a criança diante da perspectiva de resultados insatisfatórios. Assim, ela acaba por sentir-se insegura por temer não corresponder às expectativas que os adultos têm a seu respeito.
3ª) Espera sempre que os outros tenham a iniciativa, adotando uma postura passiva diante das situações. Esta parece uma maneira simplista e mais segura de não incorrer em erros já que a tomada de decisão vem do outro e não de si mesmo. O adulto resolve as circunstâncias, evitando as experiências com resultados negativos ou corrigindo as mesmas sem permitir à criança que, a sua própria maneira, procure resolver suas pendências.
4ª) Pais altamente repressores e intolerantes, que exigem um desempenho além do normal para sua condição infantil. Criticam severamente os erros cometidos e não reconhecem os acertos como vitórias, apenas como obrigação e nada mais.
5ª) Pais que não oferecem segurança à criança de que será amada em qualquer circunstância. A criança teme o abandono.
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