mai 28

1. São necessários dois para discutir. Se não respondermos de volta, não haverá discussão. Simplesmente diga: “Prefiro não conversar sobre isto agora” e, se necessário, repita esta frase com suavidade mais uma vez. Programe, então, um tempo para falar sobre o assunto no futuro.

2. As discussões se agravam com o volume da voz dos discutidores. O Rei Salomão já nos ensinou no Antigo Testamento: “Uma resposta gentil dispersa a raiva”. Quanto mais violentamente o outro discute, mais serena nossa resposta deve ser. Logo veremos o tom de voz dele/dela diminuir em resposta.

3. Não haverá discussão se concordarmos. Não é nenhum sinal de fraqueza usar as seguintes frases: “Este é um bom ponto”, “Eu não havia pensado sobre isto” ou “Você tem toda a razão”! Focalizemos onde podemos concordar, não onde diferenciar.

4. Admitamos quando estivermos errados. Ninguém está sempre totalmente certo. Reconheça e afirme seus erros e responsabilize-se pro eles. A outra pessoa se sentirá melhor e poderá até admitir e assumir alguns erros de sua parte.

5. Não acuse ou ataque. Não diga: “Você disse isto!” ou “Você fez aquilo!” Façamos perguntas, não declarações. E façamo-las com sinceridade, com a intenção de achar a verdade, e não como uma espada afiada, pronta a cortar a cabeça do oponente.

6. Lembremo-nos de nossa meta! No caso do casamento, queremos harmonia, paz, uma boa atmosfera e amor. Argumentações geram tensão e ansiedade, nunca paz e tranqüilidade. Diga a si mesmo: “Eu amo minha esposa, amo meus filhos e amo meu dinheiro (divórcios custam montes de dinheiro!)”

7. Não seja tolo em demonstrar falta de respeito ao seu amado(a) e a si mesmo, dizendo coisas que causam mágoas, coisas sem sentido ou sem validade. Você escolheu esta pessoa para ser seu cônjuge. Esta é a pessoa, acima de qualquer outra, que possui as qualidades para ser o seu escolhido/escolhida ente os bilhões de seres humanos pelo planeta.

8. Transforme a disputa em um debate. Não defenda uma posição e sim exponha uma idéia ou problema que precisa ser esclarecido. Pessoas de boa fé, que raciocinam juntas, podem chegar a um denominador comum. Ouça com a mente aberta. Seja um juiz, não um advogado!

9. Pergunte a si mesmo: “Será que esta discussão realmente vale a pena?” No final, tudo aquilo sobre o que estamos discutindo talvez seja algo trivial. Pode ser que a forma de comunicação que estamos utilizando é que esteja gerando a angústia, a raiva e as demais razões pelas quais estamos discutindo ao invés de debater.

10. Quando uma pessoa envolvida numa discussão, principalmente sobre assuntos financeiros, grita “Isto é uma questão de princípios!”, muitas vezes o que ela quer dizer é: “Isto é uma questão de dinheiro!”. Não deixemos que o dinheiro se intrometa e destrua amizades, casamentos e nossos relacionamentos.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

fev 09

“Eficácia” é a capacidade de produzir um resultado desejado.  Em sentido fundamental, ser eficaz é ser capaz de enfrentar os desafios da vida.  Todos desejamos – e necessitamos – essa sensação de competência.  É um dos aspectos centrais da auto-estima.
Ela significa confiança no funcionamento da mente do indivíduo, na sua capacidade de pensar.  É também a confiança em sua própria capacidade de entender os fatos.  É acreditar que pode.  O poeta-filósofo Virgílio disse: “Eles podem porque acreditam que podem”.
Funciona como uma lanterna que irá ajudá-lo a achar o caminho, por mais escuro que esteja.
Em qualquer idade, quando nos sentimos eficazes, nossa tendência é sentir que somos bons e que a vida é boa, em vez de nos sentir impotentes e ineficazes apenas reagindo a movimentos desfechados por um universo malévolo.
Nascemos num estado de desamparo e impotência completos.  Sem ajuda dos outros, não podemos nos alimentar, vestir ou sequer nos mover pelo aposento.  Sem quem cuide de nós, não podemos sobreviver.  Mas, desde o começo, a direção de nosso aprendizado e crescimento é normalmente para a independência e a eficácia.  Quando nos desenvolvemos aprendemos a nos deslocar por nosso próprio esforço, a por a comida na boca, a nos comunicar com os outros por meios de palavras, a escolher as roupas que vamos usar naquele dia, ir à escola sozinhos, ler, aprender matemática, dirigir um automóvel, compreender questões cada vez mais complexas, como física e literatura, mudar para o nosso próprio apartamento, elaborar uma filosofia de vida, entrar em relações de contrato com outras pessoas, realizar um trabalho produtivo – em resumo, tornar-nos responsáveis por nós e capazes de sustentar nossa própria vida.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

fev 09

Em função da educação recebida, muitas pessoas quase não pensam, no sentido original da palavra.  Na verdade, se tornam meros repetidores de pensamentos alheios.  Para estes, “pensar” nada mais é do que espelhar as opiniões dos outros em suas próprias cabeças.  Deixam de assumir a responsabilidade por um julgamento independente.
Por fim, quando opta por fazer o que acredita ser certo, você se sente bem consigo mesmo. Não há uma dissonância, uma divergência entre seu desejo e suas ações.  Haverá uma sincronia.  A auto-estima passa por uma harmonia entre o que você realmente quer e o que você de fato faz, independente da opinião alheia.
Isto porque, para sentir-se bem, tudo o que você fizer deve fazer bem-feito, e não o que é determinado por um impulso  ou o faz parecer melhor aos olhos dos outros.
Somente quando você for capaz de escolher com responsabilidade, é que terá o controle de sua vida e conseguirá respeito próprio.  Então, suas ações serão livres e você se sentirá bem com quem você é.  A coisa mais fácil de ser no mundo é ser você.  O mais difícil é ser o que os outros querem que você seja.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

fev 09

Quando alguém discorda de você, o critica ou o ofende, ainda que assim pareça à primeira vista, não é pessoal.  Embora o outro esteja se dirigindo a você, ele apenas verbaliza o que ele pensa, baseado nos valores dele, na maneira como pensa, forma como se sente, enfim, na forma como ele vê o mundo.
Se você julga alguém rico ou pobre é baseado no seu próprio referencial de riqueza ou de pobreza e não no que de fato o outro possui.  Explicando melhor:  uma pessoa ganha um determinado salário; os que ganham muito mais vão achar aquele salário baixo, enquanto que aqueles que ganham muito menos consideram aquele salário muito elevado.  Opiniões diferentes – baseadas em pontos de vista diferentes – sobre um mesmo valor.
Se você sabe que é quem você é e não o que os outros dizem ser, isso o isenta da necessidade de ser aceito; não precisa de afirmações positivas ou de aplausos para se sentir bem consigo mesmo.
O que o outro  diz sobre você revela bem mais sobre ele, sobre seus pensamentos, educação e valores, seu momento de vida do que define você.  Não se trata de nada pessoal, pois seja o que for que pense sobre você não corresponde a você, mas a ele.
De forma alguma esta postura despreza os outros ou indica que você não confia ou acredite neles.  Apenas você se dá conta de que o outro enxerga o mundo com olhos diferentes dos seus.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

fev 09

Às vezes, coisas ruins acontecem às pessoas boas e estas, muitas vezes, culpam Deus.  Está na hora de liberar Deus de tarefas microadministrativas.  O Todo Poderoso, por exemplo, não torce por nenhum time de futebol.   Contudo, é comum ouvir esse tipo de declaração:  “Vencemos porque Deus estava do nosso lado!”
Muitas das  coisas que acontecem, ocorrem porque as condições para que surgisse estavam presentes, não se tratando, portanto, de merecer ou não.  São fenômenos, isto é, eventos externos a você, fatos que existem independentes de suas convicções, sentimentos ou desejos em relação a eles.
Você viverá com muito menos dissabores a partir do momento em que aceitar tudo o que acontece, sem ficar inconformado achando, egocentricamente, que as coisas “deveriam” acontecer de outro modo, só porque você não gosta do que aconteceu ou como aconteceu.  Elas acontecem independente de suas preferências pessoais.
Quanto mais você aceitar a realidade, com seus aspectos positivos e negativos, seja o acontecido no passado ou no presente, mais serenidade você terá.  Ficar exigindo que as coisas sejam como você acha que “deveriam” ser é de um enorme egocentrismo infantil.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder