Quando falamos na prepotência do ego, na inconveniência do egocentrismo não estamos exortando a ninguém a se rebaixar, submeter ou diminuir-se perante os outros. Lembre-se de que ninguém é inferior ou superior. Jamais nos aceitaremos como somos até entendermos que somos únicos e por isso mesmo incomparáveis.
Simplesmente é um convite a reflexão de que não devemos empenhar em provar nossa razão nas discussões, mostrar que venceu tal ou qual comparação, apregoar vaidosamente suas qualidades e ilusoriamente sentir-se superior ou melhor do que o outro.
Tanto Buda como Jesus pregaram o caminho da humildade. Ambos insistiram para que as pessoas se colocassem todas no mesmo nível. “Somos todos irmãos”, disse Jesus e Buda recomendava que os homens abandonassem qualquer ilusão de superioridade.
Transformamo-nos em pessoas íntegras, não à medida que acumulamos, mas à medida que nos livramos de tudo que não é verídico, de tudo que é falso ou inautêntico.
Isso, contudo, não deve levar você a usar a máscara da humildade; isso seria uma vaidade, um produto do ego. Você estaria pretendendo ostentar uma humildade, o que seria uma farsa, uma maneira de a vaidade ficar escondida atrás da portta.
Muitos interpretaram equivocadamente as palavras dos Mestres. Entenderam que, se não eram superiores, seriam, então, inferiores. Sendo inferiores, nada mais natural do que aceitar passivamente humilhações.
Humildade é honestidade. A honestidade de ser exatamente quem você é, sem aumentar suas qualidades, sem querer impressionar os outros. É não querer parecer especial aos olhos de ninguém, principalmente aos seus próprios. Neste processo você se aproxima cada vez mais de sua essência, e nada é mais doce do que ficar em harmonia consigo mesmo.
Também não é nada contra ter autoconfiança, sentir-se capaz de realizar certas coisas. Entretanto, a autoconfiança sem humildade é arrogância, enquanto que humildade sem autoconfiança é fracasso.
escrito por Dr. Luiz Ainbinder
Somos muito mais os pais do nosso futuro do que filhos de nosso passado. Não somos prisioneiros do passado. É possível rompermos com nosso passado e construirmos nosso futuro. Nosso passado influencia, mas não determina nosso presente.
Você é aquilo que pensa ser, e esta é a boa notícia: você pensa o que quiser, portanto, você é, hoje, quem escolhe ser. Se o que você é hoje não lhe satisfaz, refaça suas escolhas.
Dizer que você é assim ou assado, desta ou daquela maneira por causa das experiências vividas em seu passado ou por causa das pessoas do seu passado, é cômodo, mas não é verdadeiro.
Cômodo, porque não há nada que você possa fazer para mudar, pois o passado é imutável. Aconteceu está acontecido. Está definitivamente escrito na história de sua vida, portanto é inalterável. O fato é que as pessoas detestam mudanças. Mudanças exigem esforço e pensamento ativo, atento e a maioria das pessoas apenas repete pensamentos, deixa a sua mente funcionar no piloto automático. Nada muda se você não mudar. A única pessoa que gosta de mudança é o bebê que molhou a fralda.
Então, meu querido (a) ouvinte, é melhor deixar de usar seu passado como uma armadura para protegê-lo da sua responsabilidade sobre sua própria vida. Você é o que é hoje pelas escolhas que você vem fazendo ao longo de sua vida. Não é porque seu pai abandonou sua mãe, ou sua mãe dava mais atenção ao seu irmão do que a você, que você é assim hoje.
Você é o arquiteto de seu próprio destino, não é, de maneira alguma, refém do seu passado.
Enfim, meu querido (a) ouvinte: a grande pergunta é: “o que é que você vai fazer com o que fizeram de você?”
escrito por Dr. Luiz Ainbinder
A maioria das pessoas é escrava das opiniões alheias porque não se conhecem muito bem, são inseguras e tem pouca auto-estima.O primeiro sintoma deste cativeiro é sentir-se na dependência de elogios. Tornam-se mendigos emocionais, vivem quase que suplicando por elogios. Se ninguém lhes diz que seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura.Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita e, por isso tornam-se presa fácil de bajuladores mau-intencionados. Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem.Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é. Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com elogios, nem com as críticas.Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se. Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma.Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir.Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. O importante mesmo, é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem. Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia.Desenvolva o auto-conhecimento e aprenda a desenvolver a auto-estima.Enfim, lembre-se, meu querido (a) ouvinte: você é quem você é, e não quem os outros dizem que você é.
escrito por Dr. Luiz Ainbinder
Desde a infância fomos condicionados a acreditar que tínhamos determinados limites e que não seria sensato ultrapassá-los. Quantos de nós já ouvimos: “Você é mesmo um burro”; “Você é um inútil, igualzinho ao seu pai”; “Já que você é tão burrinha, que Deus lhe dê um bom marido”. “Você é um imprestável”, etc. Diz o povo que “praga de mãe pega”, o que certa dose de verdade, desde que a criança aceite aquilo que ela está dizendo como verdade. Sob essas circunstâncias, o que pensamos serem os nossos limites, na verdade, são os limites que certas pessoas acreditavam que nós tínhamos.Estas afirmações dos pais e das pessoas significativas na vida da criança funcionam como um encantamento, como se bruxos nos amaldiçoassem para sempre. Estas pessoas deram suas opiniões sem ao menos pensar, às vezes com raiva de outras coisas, a descarregaram sobre nós. Acreditamos nessas opiniões e elas se transformaram, infelizmente, na nossa realidade.Tornamo-nos viciados em ser da maneira que somos. Assumimos como uma verdade imutável certas crenças estúpidas que nos impingiram: “Não sou bom o suficiente, não sou inteligente o suficiente. Sou um perdedor. Nasci para fracassar. Por que tentar? Outras pessoas vão fazer isso porque são melhores do que eu”. O poeta Fernando Pessoa, num momento de pessimismo disse: “Pedi tão pouco à vida e, mesmo esse pouco me foi negado”.Como você vê a si mesmo depende mais de suas crenças de que da sua realidade. Crenças limitantes criam uma vida limitada.
Você é, em última análise, aquilo que sua mente foi programada para pensar que você é. Sua força está nos seus pensamentos. A boa notícia é que você pode mudar suas crenças. De certa forma, este é o objetivo básico deste nosso programa: ajudá-lo a mudar suas crenças limitantes.
escrito por Dr. Luiz Ainbinder
Quando percebemos que estamos sendo realmente ouvidos, sentimos que estamos sendo levados a sério; que nossos sentimentos, pensamentos e opiniões fazem sentido e merecem o respeito do outro, embora não necessariamente sua concordância. Ser ouvido e entendido é eliminar a distância que nos separa das outras pessoas. Ao revelarmos o que existe em nossas mentes e em nossos corações, buscamos este entendimento, que deveria ser simples, mas não é. É um desejo universal de todas as pessoas serem aceitas e estimadas pelo que são individualmente. Todos queremos ser ouvidos e compreendidos. Precisamos ser ouvidos com atenção, e não julgados, corrigidos ou aconselhados. Embora cada um sinta esta necessidade, não se apercebe que os outros também a têm. Deve ser por isso que a Madre Tereza de Calcutá disse em certa ocasião: “Neste mundo há mais fome de amor e de atenção do que de pão”. Se o ouvir fortalece nosso relacionamento por sedimentar nossa conexão com outro alguém, este também, ao validar nossos pensamentos e sentimentos, fortifica a nossa auto-estima. Na presença de um ouvinte receptivo, nós somos capazes de clarificar o que pensamos e descobrir o que sentimos. Ao não sermos adequadamente ouvidos, sentimos uma espécie de vazio em nossas vidas. Acontece uma vaga sensação de descontentamento, de tristeza ou de solidão. Sem nos darmos conta, ferimos uns aos outros ao falharmos por não ouvirmos verdadeiramente o que cada um diz. Meu querido (a) ouvinte, mais uma vez recorre a sabedoria de Madre Tereza de Calcutá quando disse: “Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”.
escrito por Dr. Luiz Ainbinder
|