fev 06

Considere cada filho como um ser humano único, completo, que jamais deve ser comparado com qualquer outra pessoa  especialmente com os irmãos.  A tentação de compara os filhos é quase irresistível, eu sei, mas domine seus impulsos.  O seu primeiro impulso é fazer uma comparação.  Bem, não a faça!  Domine seu impulso de fazer comparações, e em vez disso veja cada um dos seus filhos como único.  A criança que está sendo comparada sente muita pressão para viver à altura das esperanças de como deveria ser.  Isto é, simplesmente, ansiedade desnecessária.  Se uma criança não fala até três anos, e seu irmão mais velho falava com um ano e meio, tudo o que pode ser dito é que começaram a falar em idades diferentes.
Uma criança ouve você compará-la com um dos irmãos e, imediatamente, sente que deve, agora, viver à altura destas realizações passadas.  Você deve evitar todo tipo de comparação especialmente aquelas que vêm acompanhadas por críticas.  Por exemplo: “uma criança limpa é melhor”; “uma criança culta é superior”; “andar cedo é melhor do que andar tarde”, etc.  Embora não exista verdade absoluta em qualquer destes ou nos milhares de outros julgamentos que se faz, eles se tornam verdade para a criança, e este é o começo de pressões provocadoras de ansiedade, que ela colocará sobre si mesma.
Ame seus filho pelo que eles são, e não pelo que eles “deveriam” ser.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

fev 06

Meu querido (a) ouvinte: as crianças aprendem pelo exemplo.  Existe um provérbio suíço que diz que “palavras são anões e exemplos são gigantes”.
Quando você se  envolve em uma briga ou discussão apenas porque foi provocado, você estará passando para seus filhos a mensagem “Você não tem controle sobre si mesmo”.  Fique certo: eles aprenderão essa mensagem neurótica.
Se apesar da provocação da outra pessoa você se mantiver calmo, seus filhos aprenderão que o comportamento da outra pessoa pertence a ela e você não tem que entrar “na pilha”, que você tem auto-domínio.
Talvez você não tenha percebido que você tem o poder de escolher em que briga quer ou não  entrar.  Assim que perceber, você poderá se tornar um mestre para seus filhos.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

fev 06

As crianças não nascem tímidas, tornam-se.  Observe um bebê com 3 ou 4 meses.  Com freqüência, sorri com facilidade diante da aproximação das pessoas.  Esta atitude simpática se mantém até por volta dos 8 meses, período em que a criança começa a discriminar os papéis dos adultos ao seu redor, identificando a sua importância em suas vidas.
Por um lado é natural que a criança se demonstre inicialmente arredia à aproximação de figuras não familiares, por não haver consigo um vínculo mais freqüente, sentindo-se mais protegida com a presença de um dos pais.  Porém, cabe aos pais incentivarem, com tranqüilidade e paciência, a proximidade da criança à outras pessoas ao seu redor.
Contudo, a criança pode se tornar tímida, em decorrência do convívio num ambiente desfavorável. Vamos listar agora algumas destas atitudes:

1ª) Adultos com atitudes repressoras em demasia, regras rígidas e punições exageradas diante do fracasso da criança.
2ª)  Elevados padrões de exigência que amedrontam a criança diante da perspectiva de resultados insatisfatórios.  Assim, ela acaba por sentir-se insegura por temer não corresponder às expectativas que os adultos têm a seu respeito.
3ª)  Espera sempre que os outros tenham a iniciativa, adotando uma postura passiva diante das situações.  Esta parece uma maneira simplista e mais segura de não incorrer em erros já que a tomada de decisão vem do outro e não de si mesmo.  O adulto resolve as circunstâncias, evitando as experiências com resultados negativos ou corrigindo as mesmas sem permitir à criança que, a sua própria maneira, procure resolver suas pendências.
4ª)  Pais altamente repressores e intolerantes, que exigem um desempenho além do normal para sua condição infantil.  Criticam severamente os erros cometidos e não reconhecem os acertos como vitórias, apenas como obrigação e nada mais.
5ª)  Pais que não oferecem segurança à criança de que será amada em qualquer circunstância.  A criança teme o abandono.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

fev 06

À primeira vista, a brincadeira das crianças parece algo fútil, sem importância.  Não é.  Ela é muito importante para o desenvolvimento físico e psíquico da criança.
Os pais, quando se metem nas brincadeiras, geralmente querendo organizá-las, arrumá-las e manter tudo limpo de acordo com critérios adultos, estão impedindo o bom desenvolvimento de seus filhos.
É por este meio que a criança está experimentando o mundo, testando suas próprias habilidades físicas (correr, pular), funções sociais (ser o construtor, a enfermeira, a secretária), aprender as regras, lidar com as conseqüências positivas ou negativas de seus comportamentos (ganhar, perder, cair), etc.
Está comprovado que os brinquedos que permitem a participação ativa da criança através do manuseio, não apenas como observador, ajudam mais a desenvolver mais a inteligência e o interesse pelo aprendizado.
O ato de brincar com outras crianças favorece o entendimento de certos princípios da vida, como o de colaboração, divisão, liderança, obediência às regras e competição.
Assim sendo, as crianças tendo a oportunidade de brincar, estarão mais preparadas emocionalmente para controlar suas atitudes e emoções dentro do contexto social, obtendo assim melhores resultados gerais no desenrolar da sua vida.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

fev 06

Quando o bebê nasce, os pais, com freqüência, levam-no para o seu quarto, com a finalidade de facilitar o exercício da nova função: serem pais. As mamadas noturnas, o sono interrompido, o choro, fazem com que até os quatro meses sua presença no quarto seja bastante compreensível, pois o bebê precisa de cuidados mais intensos.
Por volta dos quatro meses se faz necessária uma separação física, que o bebê, tenha seu bercinho transferido para outro quarto, com o fim de ter seu próprio ambiente. Muitos pais resistem à idéia de não manter seus filhos ao seu lado durante a noite.
Não é benéfica para nenhuma das partes a manutenção dessa situação inicial. Cria-se uma dependência na criança que só se sentirá segura se acompanhada pela figura protetora dos pais e apresentará dificuldade ao estar isolada deles em diferentes ambientes.
O bebê necessita estabelecer um ritmo de sono adequado em seu próprio quarto. Após os quatro meses, dormir sem a presença dos pais torna-se mais tranqüilo, pois ele não será tão freqüentemente incomodado pelas observações constantes que os pais fazem acendendo abajures para controlar o sono do bebê, oferecendo a mamadeira sem que o bebê manifeste desejo de se alimentar, acordando-o para trocá-lo sem que ele demonstre estar incomodado com a umidade da fralda, e outras coisas mais. Se o bebê realmente necessitar, os pais podem ter certeza que serão acordados ao ouvir seu choro no outro quarto.
Quando a criança é acostumada a dormir no quarto sozinha, é facilitado o rompimento de sua dependência emocional, desenvolvendo o conceito de estar segura mesmo longe dos pais. Quando houver a necessidade dos pais se ausentarem por algum motivo a criança terá mais facilidade de se adaptar à situação de estar distante momentaneamente dos mesmos, percebendo que nada de mau lhe acontece durante a ausência deles.
Não é bom para a vida sexual do casal que a criança permaneça dormindo no quarto com os pais, estes perdem a privacidade em seus momentos íntimos, sendo bastante elevado o índice de desinteresse sexual feminino, durante o período em que o bebê está no mesmo quarto. A mulher normalmente se sente constrangida em praticar sexo com seu companheiro diante da criança adormecida.
Portanto, para maior tranqüilidade, é indicado que a criança durma em outro ambiente, só assim tanto os pais como as crianças serão beneficiados.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder