fev 09

Para a Igreja Católica a luxúria significa desejo desordenado pelo prazer sexual.  Os desejos e atos são desordenados quando não se conformam com o propósito divino, que é propiciar o amor mútuo entre os esposos e favorecer a procriação. Fere o Sexto Mandamento (Não pecarás contra a castidade).
Para os padres da Igreja o sexo era abominável. Argumentavam que a mulher (como um todo) e o homem (da cintura para baixo) eram criações do demônio. O sexo era “uma experiência da serpente” e o casamento “um sistema de vida repugnante e poluído”.
Notáveis pensadores cristãos como Tertuliano, Jerônimo, Agostinho, juntamente com São Paulo, deixaram as mais duradouras impressões em todas as idéias cristãs subseqüentes sobre o sexo. Eles eram homens que haviam levado ativa vida sexual antes de se converterem ao celibato, e que depois reagiram com total repulsa ao sexo.
A Igreja desenvolveu horror aos prazeres do corpo, e as pessoas que se abstinham e optavam pelo celibato eram consideradas superiores. Mateus disse: “homens se farão eunucos voluntários”.
Foi Agostinho quem disseminou o sentimento geral entre os padres da Igreja de que o intercurso sexual era fundamentalmente repulsivo. Arnóbio o chamou de sujo e degradante. Metódio de indecoroso, Jerônimo de imundo, Tertuliano de vergonhoso. Entre eles havia um consenso não declarado de que Deus devia ter inventado um modo melhor de resolver o problema da procriação. Agostinho, posteriormente, concluiu que a culpa não era de Deus e sim de Adão e Eva.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder


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