fev 09

Existe uma confusão, aliás várias, a respeito do amor.  Uma delas é a que podemos chamar de “amor-necessidade” ou “amor-deficiência”, que no fundo não é amor, é um estado de dependência.  Neste estado de dependência amorosa, você dá para o outro as suas carências e cobra dele o preenchimento de suas deficiências.  Fica claro que não é verdadeiro amor – é uma necessidade.  Você usa o outro, você o usa como um meio, um provedor emocional.  Você explora, manipula, domina.   Usar outro ser humano é desrespeitá-lo, é uma profunda demonstração de desamor.
Uma criança recém-nascida depende totalmente de sua mãe.  Seu amor para com a mãe é um “amor-deficiência” – ela precisa da mãe, não pode sobreviver sem ela.  De fato, não é realmente amor – ela amará qualquer mulher, quem quer que a proteja, quem quer que a alimente, quem quer que satisfaça suas necessidades.  O problema é que milhões de pessoas continuam crianças por toda a vida, num sentido amoroso.  Elas jamais crescem.  Estão sempre precisando de cuidados, ansiando, agora, pelo alimento emocional que o parceiro (a) pode dar.
E o ser humano amadurece no momento em que começa a amar em vez de necessitar.  Seu relacionamento não é de abastecimento e sim de transbordamento.  Ele começa a transbordar, a partilhar; ele começa a dar.  A ênfase é totalmente diferente.  Com o primeiro, a ênfase está em como obter mais.  Com o segundo, a ênfase está em como dar mais, em como dar incondicionalmente.  Só uma pessoa madura pode dar amor, porque só a pessoa madura o tem.  Então, seu amor não é dependente.
O que acontece quando uma flor floresce numa floresta sem ninguém para apreciá-la ou tomar conhecimento de sua fragrância, de seu perfume?  Será que ela morre?  Sofre?  Fica apavorada?  Comete suicídio?  Ela continua a florescer.  Não faz nenhuma diferença se alguém passa ou não; isso é irrelevante.  Ela continua espalhando no ar sua fragrância.  Assim é com o verdadeiro amor.  O amor não é uma relação.  É um estado da pessoa amorosa.  Uma pessoa verdadeiramente amorosa ela ama porque é essa a sua natureza, seu amor não brota apenas na presença de determinada pessoa.  O outro recebe o amor que transborda de uma coração pleno – e esse é o “amor-dádiva”, o verdadeiro amor.

escrito por Dr. Luiz Ainbinder


3 Comentários em “Amor dependência”

  1. 1. alda disse:

    Dr.Ainbinder,

    O melhor seria não ser a “metade da laranja” e sim a laranja inteira porque quem entra com a metade vai receber uma outra metade,não igual a sua mas mais ou menos parecida.Aí fica dificil.Temos que ser inteiros para termos outra pessoa inteira ao nosso lado,compartilhando,caminhando junto e não servindo de bengala ou apoio.
    O que acha,Dr.Ainbinder?
    Um abraço,
    Alda

  2. 2. marjorie disse:

    eu nao tenho neem oq falar so parabens ameey

    todas as historias er booaa !

  3. 3. Edilea Carvalho disse:

    O importante e estar junto porque se gosta, por que se quer, não por obrigação, mas sim por puro prazer da companhia um do outro, se sentir bem.
    Um abraço!!!!

Deixe um Comentário

Faça o login para publicar um comentário.